Diante de pressões de parlamentares da oposição para dar andamento a processos de destituição após revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre aponta que o acúmulo de mais de cem solicitações no Congresso foge da normalidade institucional
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou que não pretende dar prosseguimento aos pedidos de impeachment protocolados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu em meio a uma nova ofensiva de parlamentares da oposição para afastar o ministro Alexandre de Moraes, motivada pela recente divulgação de relatórios e mensagens oriundas de investigações da Polícia Federal.

Questionado por jornalistas a respeito do avanço dos processos de destituição na Casa Alta, Alcolumbre evitou antecipar juízos de valor sobre o conteúdo das apurações, mas enfatizou o caráter atípico do acúmulo de representações registradas no Parlamento.
“A decisão é que tem 109 pedidos. Eu não achei nada, não devo achar nada. A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal: 109 solicitações no Congresso dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal”, declarou o senador.
O Contexto das Representações no Congresso
O volume de requerimentos mencionado pelo presidente do Senado engloba o total de processos direcionados contra a totalidade dos atuais integrantes da Corte máxima do país. No entanto, a figura de Alexandre de Moraes concentra a fatia expressiva das novas investidas da oposição, que intensificou os protocolos formais após a quebra de sigilo de relatórios policiais que detalham laços e conversas entre o magistrado e o empresário Daniel Vorcaro.
Entre as movimentações recentes no Legislativo, parlamentares como o senador Carlos Viana (PSD-MG) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) formalizaram novos pedidos de afastamento e abertura de processo de impeachment contra o ministro.
Apesar da pressão exercida pelos blocos de oposição, a avaliação predominante nos bastidores do Senado é de que a cúpula da Casa deve adotar uma postura de cautela, aguardando os desdobramentos jurídicos internos do próprio Supremo antes de deliberar sobre qualquer iniciativa de andamento institucional.
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa gerada por IA


















