O tom subiu nos bastidores da mais alta Corte do país após mensagens de cobrança institucional resultarem em resposta direta e sem filtros entre os ministros
A crise institucional enfrentada pelo Poder Judiciário ganhou um novo e surpreendente capítulo fora dos microfones do plenário. Uma troca de mensagens via aplicativo de mensagens (Zap) entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Luiz Fux veio à tona, escancarando o nível de desgaste e a acidez nas relações internas da Corte.

A Cobrança de Postura Institucional
O atrito digital teve início quando o decano do tribunal, ministro Gilmar Mendes, enviou mensagens a Luiz Fux cobrando o que classificou como “postura institucional”.
Na avaliação de Gilmar, havia indícios de uma articulação ou entendimento conjunto envolvendo Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques em desdobramentos processuais sensíveis — especificamente no que dizia respeito a movimentações para requerer o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na visão do decano, a condução dada revelava qualquer coisa menos alinhamento com as normas da Corte, arrematando com um aviso de que esperava que a situação não se repetisse.
A Reação Imediata e o Estopim
A resposta de Luiz Fux não tardou e veio em tom de forte demarcação de limites sobre sua autonomia funcional. O ministro rebateu de imediato, afirmando que advertências daquela natureza deveriam ser direcionadas a quem o autor julgasse conveniente, mas nunca para si. Fux enfatizou que ninguém no mundo dita a forma como deve agir, encerrando a primeira rodada de mensagens com um seco “Boa Noite por ora”.
No dia seguinte, o desentendimento continuou. Gilmar Mendes voltou a acionar o colega por texto, ponderando de forma direta: “Fux, soh cuide de atuar como Presidente da turma”.
A tréplica definitiva de Luiz Fux colocou fogo nos bastidores do tribunal ao responder sem rodeios:
“Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”
Um Retrato da Tensão Generalizada na Suprema Corte
O episódio com Fux não foi um caso isolado na dinâmica digital do tribunal no período. As conversas evidenciam que o clima de polarização e os acirrados debates presenciais — marcados por sessões tensas, placares apertados e divergências sobre investigações de grande repercussão — migraram com força total para os telefones dos magistrados, refletindo a instabilidade sem precedentes vivida pelos poderes da República.
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa gerada por IA


















