Magistrado diverge do relator Alexandre de Moraes e defende a inviolabilidade parlamentar para declarações feitas no âmbito do debate político institucional
O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou um novo movimento de grande repercussão nos bastidores jurídicos e políticos nesta sexta-feira (25). O ministro André Mendonça proferiu seu voto no plenário virtual da Corte para absolver Eduardo Bolsonaro da acusação de difamação ajuizada pela deputada federal Tabata Amaral.

A Divergência e os Fundamentos do Voto
Com a retomada da análise do processo na Corte, o voto de Mendonça marcou uma divergência frontal em relação ao entendimento apresentado pelo relator da matéria, ministro Alexandre de Moraes.
Em sua manifestação técnica, André Mendonça sustentou que as declarações alvos da queixa-crime foram proferidas por um parlamentar no contexto de controvérsias públicas inerentes à atividade legislativa, tendo como foco imediato discussões sobre políticas públicas submetidas ao debate no Congresso Nacional. Para o magistrado, a inviolabilidade constitucional assegurada aos membros do Poder Legislativo impede que opiniões e manifestações dessa natureza sejam convertidas em fundamento para responsabilização penal, resguardando a liberdade de expressão política.
O Cenário do Julgamento no Plenário Virtual
A ação penal em pauta avalia o teor de embates verbais ocorridos entre os dois parlamentares. O relator e outros ministros haviam votado anteriormente pela condenação de Eduardo Bolsonaro, apontando penas restritivas de liberdade e pagamento de dias-multa. A divergência aberta por Mendonça encontrou respaldo nos votos de outros magistrados do tribunal que acompanharam o entendimento pela absolvição, movimentando o placar da turma julgadora no encerramento do prazo regimental do plenário virtual.
O desfecho consolida mais um capítulo das discussões jurídicas na Suprema Corte sobre os limites da imunidade parlamentar frente a acusações de crimes contra a honra no debate político contemporâneo.
Fonte: Veja
*Imagem da capa editada por IA

















