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Nunes Marques aciona Edson Fachin e exige filtro rigoroso na distribuição de ações eleitorais no STF 

Em ofício contundente enviado à presidência da Suprema Corte, magistrado reage à criação de um “TSE paralelo” e busca impor barreiras institucionais para frear decisões individualizadas na reta final das eleições de 2026

A queda de braço nos bastidores da mais alta corte do país atingiu um novo patamar de intensidade nesta segunda-feira (28). Em meio às turbulências jurídicas que marcam a semana decisiva do pleito de 2026, o ministro Kassio Nunes Marques formalizou um pedido direto ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, exigindo mudanças profundas e a criação de filtros nas regras de distribuição de processos de natureza eleitoral dentro da Corte.

A ofensiva jurídica do magistrado representa uma reação direta ao que críticos nos bastidores vêm classificando como a consolidação de um “TSE paralelo” no âmbito do Supremo, cenário que — segundo avaliações da cúpula judicial — esvazia as atribuições constitucionais da Justiça Eleitoral e gera conflitos de competência entre os tribunais superiores.

O Pedido de Filtro e o Fim da Centralização Monocrática

De acordo com as informações apuradas sobre a movimentação, a solicitação de Nunes Marques a Fachin visa estabelecer barreiras prévias antes que determinados pedidos e medidas cautelares de cunho eleitoral sejam distribuídos aleatoriamente ou fiquem sob a relatoria isolada de ministros no STF.

  • A Busca por Organização Institucional: A medida pleiteada busca conter a enxurrada de ações que chegam diretamente ao Supremo contornando os fluxos naturais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
  • A Crítica ao Esvaziamento da Justiça Eleitoral: Para o grupo que apoia a mudança, permitir que decisões relativas ao processo eleitoral sejam tomadas de forma descentralizada e paralela na Suprema Corte enfraquece a autoridade técnica do TSE e gera insegurança jurídica para candidatos e coligações.

O Clima de Tensão Institucional na Reta Final

A investida de Nunes Marques ocorre em um momento de extrema sensibilidade para o calendário político nacional. Com a proximidade da votação do primeiro turno, marcada para o próximo domingo, o STF e o TSE têm sido acionados diuturnamente para arbitrar impasses sobre desinformação, propagação de fake news, restrições digitais e disputas de palanque.

Enquanto o presidente do STF avalia os termos da solicitação para definir os próximos passos regimentais, a movimentação escancara as profundas divergências internas na magistratura superior sobre os limites de atuação de cada corte na regulação do processo democrático brasileiro.

Fonte: CNN BRASIL

*Imagem da capa editada por IA

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