Magistrado conduzirá a petição protocolada pela campanha do petista Lula, que condiciona a abertura de dados bancários, fiscais e telefônicos próprios e de seus familiares
A disputa jurídica e política em torno da transparência de campanhas ganhou um novo desdobramento oficial nesta terça-feira (20). O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, foi designado como o relator responsável por conduzir a ação protocolada pela defesa e pela campanha do petista Lula da Silva.

A petição formaliza a disposição do petista Lula em autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico — assim como os de seus familiares —, sob a condição de que o candidato concorrente, Flávio Bolsonaro (PL), adote exatamente o mesmo procedimento perante a Justiça Eleitoral. No documento enviado ao tribunal, a campanha petista argumenta que a medida é essencial para que o eleitorado brasileiro tenha acesso irrecusável a informações e possa decidir seu voto de maneira totalmente livre.
O Escopo dos Sigilos e as Pessoas Envolvidas na Ação
De acordo com os termos descritos na ação sob a relatoria de André Mendonça, o alcance da devassas pretendida abrange um extenso grupo de familiares de ambas as partes, além de ramificações que envolvem pessoas jurídicas e empresas coligadas.
A petição elenca os dados referentes ao próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de familiares como Rosângela Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. Do lado empresarial do petista, a ação especifica a inclusão da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda..
Para o lado da oposição o pedido requer a liberação de registros de Flávio Bolsonaro, Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.
A petição direcionada ao TSE também mira sociedades ligadas ao candidato oposicionista, como a Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda. e Bolsonaro Digital Ltda., além de citar a offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Com a definição de André Mendonça na relatoria, o caso passa a tramitar formalmente na Corte Eleitoral, servindo de combustível para os embates políticos na reta final do segundo turno das Eleições de 2026.
Fonte: Metrôpoles
*Imagem da capa editada por IA


















