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Dólar registra maior disparada desde 1999 e bolsa despenca após confirmação da reeleição de Lula 

Reação do mercado financeiro ao resultado das urnas acentua temor de desvalorização dos ativos nacionais e provoca disparada das taxas de juros no pregão desta segunda-feira (26/10)

Nesta segunda-feira (26/10), o mercado financeiro brasileiro reagiu com forte volatilidade e forte aversão ao risco no primeiro pregão após a confirmação da vitória do petista Lula da Silva nas eleições presidenciais.

O dólar comercial encerrou o dia registrando a sua maior alta percentual diária desde o ano de 1999, em um movimento impulsionado pelo desapontamento de analistas de mercado quanto às expectativas econômicas e pela incerteza em relação ao cenário fiscal. 

Disparada do Câmbio e Picos durante o Pregão

Ao longo da sessão desta segunda-feira, a moeda norte-americana apresentou forte arrancada: 

  • Pico do Dia: O dólar à vista chegou a testar patamares acima de R$ 5,60 nas primeiras horas do pregão, marcando o maior valor intraday desde junho de 2025.
  • Fechamento: Ao término do pregão, a divisa desacelerou pontualmente a alta, encerrando cotada a R$ 5,4066 (uma elevação de 8,36% no dia).
  • Histórico: O avanço diário do câmbio consolidou-se como o maior salto percentual em um único dia desde janeiro de 1999.

Tombo Histórico na B3 e Acionamento de Circuit Breaker 

O mercado de ações também sofreu um severo impacto com a reação dos investidores à consolidação das urnas:

  • Queda do Ibovespa: O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) despencou cerca de 14%, figurando entre os piores desempenhos diários da história recente do mercado acionário.
  • Paralisação das Operações: Diante da desvalorização vertiginosa logo no início dos negócios, os mecanismos de proteção da B3 foram acionados, registrando o primeiro circuit breaker em seis anos para conter a volatilidade.
  • Juros Futuros: As taxas dos contratos futuros de juros dispararam na curva de juros da B3, refletindo a revisão das projeções de inflação e o aumento da percepção de risco fiscal para o próximo ciclo governamental.

Avaliação de Analistas e Temores com o Quadro Fiscal

A frustração das expectativas de agentes do setor financeiro com o resultado eleitoral ampliou os receios sobre a condução das políticas monetária e fiscal do país. 

A desvalorização acelerada de ativos brasileiros — ações, moeda local e títulos da dívida — reflete a apreensão de grandes investidores nacionais e internacionais quanto à trajetória das contas públicas e à sinalização das futuras diretrizes econômicas da administração federal. 

Fonte: Folha de São Paulo

*Imagem da capa editada por IA

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