STF intensifica perseguição a Eduardo Bolsonaro; O plenário virtual do STF registra dois votos pela prisão de Eduardo Bolsonaro — um ano de detenção em regime aberto e multa de R$ 126 mil —, por suposta difamação contra Tabata Amaral
Nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, a ministra Cármen Lúcia acompanhou o relator Alexandre de Moraes e votou pela condenação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação. O julgamento, que ocorre em plenário virtual desde a última sexta-feira (17) e vai até o dia 28, já conta com dois votos contrários ao filho do presidente Jair Bolsonaro.
Confira a declaração de Eduardo Bolsonaro:
O processo tem como origem publicações feitas por Eduardo em 2021, nas quais ele criticava um projeto de lei apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre a distribuição de absorventes em espaços públicos. Na ocasião, o então deputado federal sugeriu que a proposta beneficiaria terceiros de forma ilícita, vinculando-a ao empresário Jorge Paulo Lemann e à empresa Procter & Gamble, além de questionar suposto financiamento de campanha. Tabata Amaral sempre negou as acusações.
Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pela condenação, fixando a pena em um ano de prisão em regime aberto e multa superior a R$ 126 mil. Ele rejeitou todos os argumentos apresentados pela defesa de Eduardo Bolsonaro. Cármen Lúcia acompanhou o voto sem fazer qualquer ressalva, consolidando o placar inicial de 2 a 0.
A decisão é vista por aliados do ex-deputado como mais um ato de perseguição política dentro do STF, especialmente contra membros da família Bolsonaro e críticos do sistema. O próprio Eduardo Bolsonaro reagiu de forma contundente ao voto de Moraes ainda no domingo (19).
O caso reforça o debate sobre o uso do Judiciário para criminalizar o exercício da liberdade de expressão de parlamentares da oposição, especialmente aqueles que questionam projetos e relações políticas polêmicas.
Com o julgamento ainda em andamento, o placar pode mudar, mas os dois votos já sinalizam uma tendência preocupante para quem acompanha o histórico de decisões da Corte em casos envolvendo bolsonaristas.


















