Advogado Defende Viagem em Jatinho com Toffoli: Passageiros Eram “Apenas Torcedores” do Palmeiras
O advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho, que representa um dos diretores do Banco Master em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu críticas sobre uma viagem em jatinho particular ao Peru ao lado do ministro Dias Toffoli, relator do caso. Em postagem nas redes sociais nesta sábado (20/12), Botelho esclareceu que os ocupantes da aeronave estavam presentes exclusivamente como fãs do Palmeiras durante a final da Copa Libertadores.
A viagem ocorreu entre 28 e 30 de novembro, coincidindo com o jogo decisivo entre Palmeiras e Flamengo em Lima, vencido pelo clube carioca. O jatinho pertence ao empresário e ex-senador Luiz Osvaldo Pastore. Além de Toffoli e Botelho – ambos palmeirenses –, estava a bordo o diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antonio Bull, investigado pela Polícia Federal em inquérito sobre supostas fraudes financeiras.
Botelho enfatizou sua condição profissional para justificar a presença no voo: “Sou um profissional liberal. Advogado Criminalista. Trabalho no escritório de advocacia que fundei, o Arruda Botelho Sociedade de Advogados. Não sou funcionário público, não sou concursado, não tenho cargo público ou eletivo. Não trabalho para governos ou autarquias”. Ele prosseguiu: “Não sou membro de Conselhos de estatais, nem de instituições bancárias. Não tenho cargo comissionado, não sou agente temporário ou prestador de serviço para o Estado. E mais: os passageiros do voo estavam lá como torcedores do maior time do mundo, a Sociedade Esportiva Palmeiras”.
O advogado também criticou interpretações que confundem o papel da defesa criminal: “algumas pessoas ainda não entenderam o trabalho de quem faz a defesa de um acusado de um crime e insistem, por variadas razões, em confundir a pessoa do advogado ou advogada criminalista com os seus clientes, ou, pior, compará-los aos crimes pelos quais eles são acusados”.
Toffoli, que não se pronunciou publicamente sobre o episódio, informou a interlocutores que mantém amizade antiga com Pastore e não possui proximidade com Botelho. Dois dias após o retorno da viagem, o ministro determinou o sigilo processual na ação envolvendo o Banco Master e, mais recentemente, estabeleceu prazo de 30 dias para ouvir os investigados.
O caso reacende discussões sobre interações entre magistrados, advogados e partes em processos judiciais, especialmente em inquéritos de grande repercussão no STF.


















