Tribunal Superior Eleitoral registrou dezenas de milhares de investidas cibernéticas e adotou medidas drásticas de proteção durante o pleito
Os bastidores das eleições revelaram momentos de alta tensão no que tange à segurança cibernética do país. Durante a realização do primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concentrou esforços para conter dezenas de milhares de investidas digitais contra a sua infraestrutura tecnológica, tendo como principal figura de preocupação o cibercriminoso conhecido como Azael.

Conforme dados computados pela Justiça Eleitoral, os servidores da Corte enfrentaram um volume massivo de tentativas maliciosas de negação de serviço, conhecidas como ataques DDoS, cujo objetivo era sobrecarregar os sistemas e derrubar os canais eletrônicos do tribunal. O hacker Azael, célebre por ter reivindicado anteriormente invasões a órgãos de grande relevância como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Petrobras, havia anunciado publicamente em uma rede social que o TSE seria o seu alvo principal durante o domingo de votação.
Diante da ameaça explícita, a equipe técnica e os responsáveis pela segurança do tribunal acionaram protocolos rigorosos. Entre as precauções adotadas, destacou-se a decisão de manter computadores críticos completamente desconectados da internet, estipulando que tais máquinas só poderiam ser reconectadas após a apuração integral de 100% das urnas e a totalização completa dos votos.
Além dos ataques virtuais diretos, o cenário foi marcado por forte intimidação institucional. O tribunal solicitou formalmente a abertura de investigações para apurar uma enxurrada de postagens contendo ataques e ameaças direcionadas aos servidores da Justiça Eleitoral. Em decorrência do risco, parte dos funcionários afetados passou a contar com escolta e segurança providenciadas pela própria Corte.
No que diz respeito à instabilidade momentânea registrada na divulgação dos resultados, que chegou a apresentar um travamento por um período de tempo, o TSE realizou averiguações exaustivas para descartar qualquer ação bem-sucedida do hacker ou interferência estrangeira. Concluída a análise técnica, o tribunal esclareceu que a lentidão decorreu de um fluxo gigantesco de dados processados simultaneamente, e não de um ciberataque consumado.
Fonte: Veja
*Imagem da capa editada por IA


















