Troca de divisão responsável por apuração que cita Lulinha, filho do petista Lula, tira delegado da coordenação do caso e incomoda o relator no STF, que convocou reunião de esclarecimento
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ficou surpreso e incomodado com a decisão da Polícia Federal de alterar a coordenação interna das investigações sobre fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A mudança resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva do comando do caso, que tem como um dos alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, confira:
A apuração, que apura desvios bilionários de aposentadorias, foi transferida da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A PF justificou a medida por meio de nota: “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.
Delegado responsável por pedidos de sigilo deixa o caso
A divisão anterior era a responsável por solicitar a quebra de sigilos envolvendo Lulinha e também pela negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta inicial da delação foi enviada ao STF, mas precisou retornar para ser refeita com a participação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ministro convocou uma reunião na sexta-feira (15) e a PF apresentou a nova equipe responsável pelo inquérito.
Contexto da investigação
Os inquéritos sobre as fraudes no INSS começaram na Justiça Federal, mas subiram ao Supremo por envolverem pessoas com foro privilegiado. André Mendonça é o relator do caso no STF.
A troca de coordenação, ocorrida há pelo menos duas semanas, gerou críticas da oposição e do senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, que cobrou explicações formais da PF.
Fonte: CNN BRASIL


















