Diretor geral da PF afirmou que sancionados pelos EUA não teriam relação com a facção, enquanto ação policial mira suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC
Uma declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, gerou controvérsia após a deflagração da Operação Exchange nesta sexta-feira (03/07). Enquanto o chefe da PF negou ligação entre os alvos sancionados pelos Estados Unidos e o PCC, a ação resultou na prisão de uma secretária e na fuga de um empresário, ambos investigados por lavagem de dinheiro.
Segundo a expectativa inicial transmitida por Rodrigues, não haveria conexão dos investigados com a facção criminosa. No entanto, a realidade da operação mostrou outro cenário: Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa, e Victor Henrique de Oliveira Shimada (também grafado como Chimada em algumas referências) segue foragido. Os dois foram sancionados pelo Departamento do Tesouro dos EUA por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Operação Exchange cumpre dezenas de mandados e investiga crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com bloqueio de bens que pode chegar a R$ 10,4 bilhões.
A contradição entre a declaração do diretor-geral e os desdobramentos da ação policial gerou mal-estar e questionamentos sobre o alinhamento de informações dentro da própria PF.


















