Ministros da Corte atingidos pelo texto do senador do MDB veem “processo rápido” contra o parlamentar; representação por abuso de poder deve ser protocolada nesta quarta-feira (15) na PGR
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) deve enfrentar um processo célere que pode resultar em sua inelegibilidade ainda neste ano de 2026, de acordo com a matéria da CNN BRASIL.

A expectativa surge após o relatório final da CPI do Crime Organizado, no qual Vieira pediu o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O relatório foi rejeitado pela comissão por 6 votos a 4. Para interlocutores da Corte, o senador desviou o foco da investigação sobre crime organizado para atacar o STF com objetivos eleitorais. Um interlocutor do tribunal afirmou à CNN que Vieira “não terá mais paz”.
Ministros consideram contraditório o fato de o relator não ter pedido indiciamento de líderes das grandes facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, enquanto incluiu membros da Suprema Corte. Gilmar Mendes, um dos citados, deve protocolar ainda nesta quarta-feira (15 de abril de 2026) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) acusando Vieira de abuso de poder.
O incômodo maior de Gilmar Mendes decorre de sua inclusão no relatório por ter concedido um habeas corpus que derrubou a quebra de sigilo da empresa Maridt, ligada à família de Toffoli e que teve negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro. Mendes não estaria diretamente envolvido no caso Banco Master.
Alessandro Vieira é pré-candidato à reeleição ao Senado por Sergipe e figura entre os favoritos. Seus principais adversários são o ex-deputado André Moura (União) e o senador Rogério Carvalho (PT). O registro de candidaturas termina em 15 de agosto, e a eleição está marcada para 4 de outubro.
Fonte: METRÓPOLES


















