Alvo de operação policial ligada ao financiamento de cinebiografia de Jair Bolsonaro, Karina Gama diz se sentir acuada e relata abordagens atípicas à noite em sua residência
A empresária Karina Gama, proprietária da produtora responsável pela execução do filme “Dark Horse” — cinebiografia dedicada a narrar a trajetória do presidente Jair Bolsonaro (PL) —, afirmou publicamente que tem sofrido pressões intensas e se sente alvo de intimidações. As declarações foram concedidas à imprensa um dia antes do cumprimento de mandados de busca e apreensão contra ela no âmbito das investigações conduzidas pelas autoridades federais.

De acordo com o relato da produtora, o clima de tensão se intensificou após abordagens consideradas atípicas e preocupantes. Karina afirmou que pessoas que se identificaram como oficiais de Justiça, sem apresentar documentação comprobatória, compareceram à sua residência no período noturno para realizar questionamentos. Além disso, a empresária relatou que familiares e fornecedores vinculados às suas empresas também teriam sido alvos de aproximações semelhantes.
Negativa de irregularidades e ausência de elementos para delatar
No centro das apurações que investigam o fluxo de repasses e verbas de emendas parlamentares direcionadas à produção audiovisual, Karina sustentou que atuou estritamente na prestação dos serviços contratados. A criadora da produtora Go Up e dirigente de entidades como o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura enfatizou que entregou toda a documentação solicitada pelos órgãos fiscalizadores.
Questionada sobre a possibilidade de firmar acordos de colaboração premiada com a Justiça, a produtora foi categórica ao afastar essa hipótese. “Se presa, não tenho nada para delatar”, declarou, pontuando que desconhece irregularidades na aplicação dos recursos e que eventuais pressões externas buscam induzir narrativas infundadas sobre o projeto cinematográfico.
Fonte: Folha de São Paulo
*Imagem da capa gerada por IA

















