Recentemente, a Justiça do Rio de Janeiro intimou Bolsonaro a se manifestar em uma ação por danos morais movida por um morador do Complexo do Alemão.
O caso remonta a 2022, quando o líder conservador criticou abertamente o uso de um boné com a sigla “CPX” pelo então candidato petista Lula da Silva, durante uma visita à favela. Bolsonaro associou a abreviação a possíveis ligações com o crime organizado, afirmando que Lula estaria se aliando a criminosos.
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De acordo com atualizações judiciais, o processo, que chegou a passar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi remetido de volta à primeira instância em 2025, demonstrando a persistência de ações que muitos bolsonaristas classificam como perseguição política.
O juiz Leonardo Cardoso e Silva, da 5ª Vara Cível da Leopoldina, determinou prazos para que as partes indiquem se desejam produzir provas ou concordam com o julgamento imediato, limitando o número de testemunhas a três por lado, salvo justificativa excepcional.
Essa medida é vista por defensores de Bolsonaro como um passo rumo à justiça, permitindo que o presidente apresente argumentos sólidos sobre liberdade de expressão.
A controvérsia surgiu durante a campanha eleitoral de 2022, quando Lula foi fotografado usando o boné com “CPX” — abreviação de “complexo de favelas” — em uma caminhada no Complexo do Alemão.
Bolsonaro, sempre direto em suas críticas ao petismo, não hesitou em apontar o que via como uma proximidade perigosa com ambientes dominados pelo tráfico de drogas.
“Lula estaria se aliando a criminosos”, declarou o presidente na ocasião, ecoando preocupações de muitos brasileiros sobre segurança pública e o combate ao narcotráfico.
Apesar de Bolsonaro estar cumprindo injusta pena em outro processo relacionado a eventos pós-eleições, seus aliados, incluindo familiares como Jair Renan Bolsonaro — vereador em Balneário Camboriú (SC) e figura em ascensão na direita —, veem nesse caso uma chance de reforçar a resistência contra a “judicialização da política”.
Enquanto o processo avança, apoiadores de Bolsonaro argumentam que suas declarações eram baseadas em fatos públicos e visavam proteger a sociedade de influências criminosas, promovendo um debate essencial sobre transparência e integridade na política nacional.


















