A oposição na Câmara dos Deputados intensificou a pressão sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolando requerimento para que ele preste esclarecimentos sobre o caso Banco Master na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
O pedido foi apresentado na tarde de 18 de fevereiro de 2026 pela deputada federal Carol De Toni (PL-SC), que invocou o artigo 58, §2º, inciso V, da Constituição Federal – dispositivo que permite às comissões parlamentares convidarem autoridades para prestar informações em assuntos de interesse público relevante.
“O que estamos vendo não são dúvidas pequenas ou questões técnicas isoladas. Estamos falando de decisões que levantam suspeitas graves, possível conflito de interesses e concentração de poderes nas mãos de quem deveria garantir a imparcialidade. O Parlamento não pode fechar os olhos. Se há algo errado, precisa ser esclarecido diante do povo brasileiro.”, declarou a parlamentar em justificativa do requerimento.
O requerimento marca o primeiro movimento formal desse tipo na Câmara dos Deputados em relação ao caso. Até o momento, o Senado já debate a possibilidade de convocação ou convite a Toffoli, enquanto requerimentos semelhantes tramitam na CPI do Crime Organizado, com análise prevista para a próxima semana.
O caso Banco Master ganhou contornos institucionais graves após a saída de Toffoli da relatoria do inquérito principal – decisão tomada em fevereiro de 2026, sem reconhecimento formal de suspeição ou impedimento, mas com preservação de atos anteriores.
A troca ocorreu em meio a revelações da Polícia Federal sobre menções ao ministro em mensagens apreendidas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre relações financeiras envolvendo familiares e empresas ligadas ao conglomerado bancário liquidado.
O plenário da CCJ ainda precisa apreciar o requerimento para decidir se convida o ministro a comparecer. Caso aprovado, a oitiva representaria mais um capítulo na crise que envolve o STF, o sistema financeiro e o equilíbrio entre os Poderes no Brasil.


















