Governo norte-americano estuda sanções e respostas formais depois que o Itamaraty barrou a entrada de funcionários do Departamento de Estado enviados por Washington
A tensão nas relações bilaterais entre Brasília e Washington atingiu um novo patamar de desgaste. A administração do presidente Donald Trump começou a desenhar uma resposta diplomática e política após o governo brasileiro indeferir a concessão de vistos para autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

De acordo com apurações de bastidor, integrantes do governo americano analisam medidas recíprocas ou retaliações diplomáticas diante do veto imposto pelo Itamaraty.
Principais Medidas de Retaliação Consideradas e Aplicadas
- Restrição e Cancelamento de Vistos: Revogação ou suspensão do visto americano de autoridades do Judiciário, integrantes do governo federal e assessores, estendendo-se em alguns casos a familiares diretos.
- Sanções Financeiras Individuais: Uso de mecanismos como a Lei Global Magnitsky, que permite o congelamento de ativos sob jurisdição americana e restrições a transações no sistema financeiro internacional balizado em dólares.
- Retaliações Diplomáticas: Redução do nível de diálogo bilateral, suspensão de agendas conjuntas e eventuais ameaças de aplicar reciprocidade no envio de diplomatas e embaixadores.
- Pressão Comercial Externa: Possibilidade de sobretaxas ou exclusão do Brasil de exceções tarifárias em setores estratégicos de exportação para os Estados Unidos.
A diplomacia brasileira negou a autorização de ingresso aos oficiais Riley Barnes e Samuel Samson alegando falta de transparência sobre os reais objetivos da missão oficial e riscos de ingerência nas pautas eleitorais do país.
A movimentação que desencadeou a crise teve início quando a embaixada norte-americana tentou articular uma agenda institucional da dupla do Departamento de Estado com setores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, a ausência de uma pauta formal detalhada levou a diplomacia e a Corte eleitoral a travarem o avanço das conversas.
Diante do veto explícito, assessores da gestão Trump avaliam alternativas de contraofensiva.
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Fonte: O Globo


















