Relatório da Polícia Federal a que VEJA teve acesso aponta filho do presidente como parte da engrenagem de esquema no Ministério da Saúde
Em diálogos de janeiro de 2024 obtidos, lobista fala em sociedade com Lulinha e diz que Lula chegou a oferecer cargo no governo
Roberta Luchsinger: “Fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde ve quer ficar. (…) Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio (Lulinha) e Fernando.”


Pontos principais do artigo da VEJA sobre o inquérito sigiloso da PF no “Caso Lulinha”:











Um relatório da Polícia Federal revela mensagens enviadas pela empresária e lobista Roberta Luchsinger em janeiro de 2024, nas quais ela descreve uma relação extremamente próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista Lula da Silva. Nos diálogos, Roberta afirma:
“Sabe, fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. Eu disse: onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio (Lulinha) e Fernando. Tô em cargo nenhum e ando onde eu quero.” Em outro trecho, ela reforça a ligação:
“Fabio e eu somos uma coisa só. Se um fala vai, tds vão. A gente eh mesmo irmão sabe.” Segundo o relatório da PF, as mensagens indicam a existência de um núcleo de atuação permanente e coordenada formado por Roberta Luchsinger, Lulinha e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados junto a órgãos da administração pública federal.
A lobista também teria declarado que Lulinha “não faz nada” e “só entra em campo quando precisa”, justamente para se preservar.
As conversas fazem parte das investigações que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo a empresária e o filho do presidente, especialmente em negócios relacionados a medicamentos à base de canabidiol e outros interesses junto ao governo.
Tráfico de influência não exige que o contrato seja fechado. Roberta Luchsinger dizia falar em nome de Lulinha para fazer lobby no governo Lula e buscar contratos, além de manter relação com o ex-chefe de gabinete de Lula. Embora Lulinha possa dizer “olha, não fechamos o negócio”, está claro que havia ali uma empreitada conjunta, diz Malu Gaspar, confira:


















