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Defesa de Filipe Martins deve explicar acesso ao Linkedin

Ex-assessor de Bolsonaro, está proibido de usar redes sociais durante prisão domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu prazo de 24 horas nesta terça-feira (30/12) para que a defesa de Filipe Martins, ex-assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro (PL), esclareça indícios de uso da rede social LinkedIn pelo réu.

A medida cautelar proíbe expressamente o acesso a plataformas digitais, e o descumprimento pode resultar em prisão preventiva.

De acordo com a decisão, “Em 29/12/2025, foi juntado aos autos notícia de que o réu condenado teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros”.

Moraes determinou: “INTIMEM-SE os advogados regularmente constituídos de FILIPE GARCIA MARTINS PEREIRA para que, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, prestem esclarecimentos sobre as informações juntadas aos autos, sob pena de decretação da prisão preventiva do réu”.

Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por envolvimento na suposta tentativa de golpe que nunca aconteceu após as eleições de 2022, integrando o chamado núcleo 2 da ação penal nº 2.693. A sentença, proferida em dezembro de 2025, ainda não transitou em julgado.

Prisão Domiciliar e Restrições Rígidas

A prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica foi decretada no final de semana anterior, após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, preso no Paraguai. Moraes justificou o agravamento das medidas cautelares pelo risco de evasão de outros condenados.

Entre as restrições impostas estão a proibição de utilização de redes sociais próprias ou por terceira pessoa, entrega de passaporte, suspensão de porte de arma e limitações a visitas e deslocamentos.

Reação da Defesa

O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Martins, classificou a cobrança como uma “perseguição política”.

Ele argumentou que não há elementos concretos para a suspeita e destacou que o STF havia reconhecido recentemente o cumprimento exemplar das medidas judiciais pelo cliente, incluindo o uso de tornozeleira.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Filipe Martins de coordenar ações de uma organização criminosa destinada a manter Bolsonaro no poder após o pleito de 2022.

Essa nova determinação reforça o monitoramento rigoroso sobre réus condenados na investigação da trama golpista, em um contexto de tensão judicial envolvendo ex-integrantes do governo anterior e o combate a riscos de fuga ou obstrução processual.

O caso segue sob relatoria de Alexandre de Moraes no STF.

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