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Delação premiada de Vorcaro ganha urgência após conselho de desembargadora a cunhado Zettel

Mãe de Fabiano Zettel, magistrada, teria alertado filho: “Corra para delatar, porque se você não delatar primeiro, vai se dar mal. E quem delata primeiro tende a se beneficiar muito mais, porque entrega o de cima”; banqueiro agiu rápido ao tomar conhecimento da orientação

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e alvo de investigações federais, acelerou as tratativas para um possível acordo de delação premiada após tomar conhecimento de um conselho dado pela mãe de seu cunhado, Fabiano Zettel, que é desembargadora, de acordo com a análise da jornalista da Globo News.

Ouça a análise do jornalista da Globo News:

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De acordo com apuração jornalística veiculada na GloboNews, a magistrada orientou o filho Fabiano Zettel a agir com rapidez em direção a uma colaboração com as autoridades. A fala exata atribuída a ela foi:

“Corra para delatar, porque se você não delatar primeiro, vai se dar mal. E quem delata primeiro tende a se beneficiar muito mais, porque entrega o de cima.”

A informação teria chegado ao conhecimento de Vorcaro, o que motivou sua pressa em avançar nas negociações. Essa rapidez chamou a atenção de comentaristas, especialmente porque coincide com os movimentos recentes do banqueiro: na quinta-feira (19), ele assinou termo de confidencialidade com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), foi transferido da penitenciária federal para a Superintendência da PF em Brasília — por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) — e iniciou contatos mais facilitados com sua defesa.

A transferência, autorizada pelo STF, visa justamente agilizar as conversas preliminares para uma eventual delação premiada, já que as restrições da prisão dificultavam o acesso a advogados e a preparação de provas. Vorcaro, investigado em operações como a Compliance Zero por suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master, mudou recentemente de advogado e agora é representado por José Luís Oliveira Lima, especialista em acordos de colaboração.

Embora o acordo de delação ainda não esteja formalizado — a fase atual envolve negociações e elaboração de proposta —, a assinatura do termo de confidencialidade marca o início oficial das tratativas com PF e PGR. Ministros do STF avaliam que a parceria entre os dois órgãos reduz riscos de vazamentos e inconsistências.

Fonte: GLOBO NEWS

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