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Democratas assumem controle do Senado e Câmara após virada em sete estados americanos

Partido de oposição conquista maioria histórica no Congresso e força mudança no equilíbrio de poder em Washington

O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, a maioria das cadeiras no Senado dos Estados Unidos, impondo uma derrota histórica ao presidente Donald Trump nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A vitória altera de forma significativa o equilíbrio de poder em Washington e ocorre após os democratas “virarem” sete assentos que estavam sob controle republicano.

Segundo os dados disponíveis até a última atualização da reportagem original, o placar no Senado apontava 53 cadeiras para os democratas, 41 para os republicanos e seis ainda aguardando definição. Para garantir a maioria na Casa, um partido precisa de pelo menos 51 senadores. Com a confirmação dos resultados, o Partido Republicano, do presidente Trump, perdeu o controle do Senado. Horas depois, os republicanos também perderam a maioria na Câmara dos Representantes, casa que controlavam antes do pleito.

Nas midterms de 2026, 35 das 100 cadeiras do Senado estavam em disputa. As demais 65 só serão renovadas em 2028. Diferentemente do sistema brasileiro, o Congresso americano é renovado parcialmente a cada dois anos. Os deputados têm mandato de dois anos e os senadores de seis. Assim, a cada dois anos o país elege todos os 435 membros da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.

Vitórias democratas em estados tradicionalmente conservadores

Os democratas conseguiram reverter sete cadeiras republicanas nos estados do Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. O partido também manteve outras 12 cadeiras que já ocupava.

No Texas, um dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton. Trump havia apoiado Paxton, então procurador-geral do Texas envolvido em diversos escândalos, inclusive contra o senador republicano John Cornyn nas primárias. Lideranças nacionais do partido republicano chegaram a alertar que Paxton enfrentaria dificuldades em uma eleição geral.

Na Carolina do Sul, Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham. Trump apoiou Graham apesar de questionamentos internos no próprio partido sobre sua experiência e conhecimento para ocupar a cadeira que pertencia ao irmão dela, Lindsey Graham, após a morte inesperada do senador.

Em Ohio, estado de tendência republicana, o democrata Sherrod Brown derrotou o senador republicano Jon Husted. Trump visitou o estado diversas vezes para fazer campanha a favor de Husted.

Os democratas também viraram a cadeira da Carolina do Norte. Em New Hampshire e na Geórgia, conseguiram manter assentos disputados. Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff foi reeleito ao derrotar o deputado Mike Collins, frustrando uma das principais oportunidades de avanço que os republicanos enxergavam.

Vários senadores democratas foram reeleitos com relativa facilidade. Entre eles estão Cory Booker, em Nova Jersey; Ed Markey, em Massachusetts; e John Hickenlooper, no Colorado. Em Illinois, a democrata Juliana Stratton foi eleita para substituir o senador democrata Dick Durbin.

Contexto e impacto político

Os resultados em estados conservadores, especialmente Texas e Carolina do Sul, foram interpretados como uma grande rejeição a Donald Trump, que colocou todo o seu peso político a favor dos candidatos republicanos. Antes da eleição, os republicanos controlavam as duas casas do Congresso. Com a virada democrata no Senado e a perda da maioria também na Câmara, o partido de oposição passa a ter condições de influenciar fortemente a agenda legislativa e o equilíbrio de poder em Washington.

As midterms funcionam como um termômetro do governo na metade do mandato presidencial. Neste ciclo, além das 435 cadeiras da Câmara, 35 cadeiras do Senado estavam em jogo. O resultado final das seis cadeiras ainda pendentes poderá ajustar o placar, mas a conquista da maioria democrata no Senado já está consolidada com base nos números divulgados.

A mudança no controle do Congresso abre uma nova fase política nos Estados Unidos, com impacto direto na capacidade de governabilidade do presidente Trump até o fim de seu mandato.

Fonte: G1

*Imagem da capa editada por IA

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