Presidente cubano afirma que Washington aposta em explosão social via sanções, ocupação econômica e possível agressão militar; declarações ocorrem em meio ao agravamento das tensões bilaterais
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou que os Estados Unidos elaboraram três cenários de ação contra a ilha, que vão desde o estrangulamento econômico até uma possível intervenção militar. As declarações foram feitas em entrevista ao meio digital espanhol elDiario.es.

Segundo Díaz-Canel, o primeiro plano consiste em usar a pressão econômica para provocar uma “explosão social” que sirva de pretexto para uma intervenção humanitária.
“Eles estão apostando em três cenários: um deles é, com o estrangulamento econômico, provocar a explosão social, e que essa explosão lhes permita, então, com o pretexto de ajuda humanitária, intervir no país.”
O segundo cenário, segundo o líder cubano, envolve um “diálogo coercitivo” de máxima pressão para controlar a economia da ilha e, posteriormente, promover uma mudança no sistema político.
“Um segundo cenário é seguir com um diálogo coercitivo, de máxima pressão, com Cuba, para apoderar-se da economia cubana, para ocupar o país economicamente e que isso depois lhes desse a possibilidade de provocar uma mudança do sistema político, que é a grande aspiração dos Estados Unidos.”
Por fim, Díaz-Canel citou o terceiro cenário como uma eventual agressão militar direta. Diante dessa possibilidade, ele defendeu o direito de Cuba se preparar para defender sua soberania.
“E um terceiro cenário é o da agressão militar.”
As relações entre Havana e Washington se deterioraram fortemente desde o início de 2026, com a imposição de um bloqueio petrolífero, novas sanções e o indiciamento do ex-presidente Raúl Castro.
Fonte: Semana


















