O endividamento do governo federal registrou novo avanço no encerramento do terceiro trimestre de 2026, impulsionado predominantemente pelas despesas com o pagamento de juros da dívida, apontam dados oficiais do Tesouro Nacional
A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil manteve sua trajetória de alta e atingiu o patamar de R$ 9,4 trilhões no encerramento do mês de setembro de 2026. Os dados foram compilados e divulgados pelo Tesouro Nacional, vinculante ao Ministério da Fazenda, indicando que o crescimento do estoque do endividamento público segue fortemente impactado pela apropriação e despesas decorrentes de juros.

O indicador contabiliza tanto o endividamento interno — composto pela emissão de títulos públicos negociados no mercado financeiro doméstico — quanto o endividamento externo do país junto a credores internacionais.
Juros Nominais e Dinâmica das Emissões
De acordo com o relatório mensal da dívida pública, a principal força motriz para a elevação observada em setembro foi o custo financeiro do estoque existente. A apropriação de juros nominais sobre os títulos públicos continuou adicionando bilhões de reais ao saldo devedor a cada ciclo.
Além do peso dos juros, a dinâmica de emissões e resgates no mercado de títulos públicos influenciou o resultado final:
- Apropriação de Juros: Responsável pelo acréscimo direto no estoque acumulado ao longo do mês.
- Emissões Líquidas: A estratégia do Tesouro Nacional envolveu o lançamento e a negociação contínua de papéis para financiamento e rolagem dos compromissos vincendos.
- Composição do Perfil da Dívida: Mantém-se a distribuição entre papéis prefixados, indexados à taxa Selic e atrelados à inflação (IPCA), buscando equilibrar a demanda de investidores com a meta do Plano Anual de Financiamento (PAF).
Cenário Fiscal e Acompanhamento do Tesouro
A evolução do estoque da Dívida Pública Federal é um dos principais parâmetros acompanhados por analistas e agentes econômicos para mensurar a solvência e a sustentabilidade das contas públicas brasileiras.
A equipe técnica do Tesouro Nacional ressalta que o gerenciamento do endividamento busca garantir o atendimento das necessidades de financiamento do Governo Federal ao menor custo de longo prazo possível, mantendo níveis prudentes de risco e garantindo a estabilidade no cumprimento dos cronogramas de vencimento dos títulos públicos.
Fonte: Folha de São Paulo
*Imagem da capa editada por iA

















