Brasil reage e classifica declarações de Secretário dos EUA como arrogantes e ofensivas
A confirmação do tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras desencadeou uma severa crise diplomática entre Brasília e Washington. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, subiu o tom e classificou as declarações públicas do Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, como inaceitáveis, ofensivas, grosseiras e arrogantes.

A reação brasileira ocorre após Rubio ir às redes sociais acusar o petista Lula da Silva de priorizar seu próprio ego em detrimento do bem-estar dos brasileiros durante as tratativas bilaterais. Segundo o Itamaraty, a narrativa de Washington é falsa e mascara o real motivo do impasse: o fato de o Brasil ter se recusado a ceder a pressões desmedidas que ferem a soberania nacional.
Em pronunciamento à imprensa, Mauro Vieira rebateu ponto a ponto as justificativas comerciais apresentadas pela gestão de Donald Trump para punir a economia brasileira. O chanceler revelou que, durante as rodadas de negociação, os negociadores norte-americanos tentaram impor condições unilaterais extremamente prejudiciais.
“O que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações. Em outras palavras, exigiam a capitulação.” — Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil.
De acordo com o ministro, a Casa Branca exigia a abertura “total, irrestrita e exclusiva” de setores estratégicos da economia brasileira para corporações dos EUA, sem oferecer qualquer tipo de contrapartida real ou facilitação para a entrada de mercadorias brasileiras no mercado norte-americano.
O Itamaraty declarou oficialmente que a data de anúncio das tarifas americanas “passará para a história das relações bilaterais como um marco lastimável”. A escalada verbal indica que a ponte de diálogo, outrora considerada promissora pelos dois lados, agora enfrenta o seu período de maior turbulência prática em anos.
Fonte: CNN BRASIL

















