Levantamento do Instituto Democracia em Xeque (DX) aponta amplo domínio da direita nas plataformas digitais, superando o campo progressista e a cobertura da imprensa tradicional nos primeiros dias de disputa
De acordo com um levantamento inédito realizado pelo Instituto Democracia em Xeque (DX), divulgado nesta quarta-feira (26 de agosto de 2026), a direita concentrou 57% de todas as interações geradas nas redes sociais durante a primeira semana de campanha.

O estudo mapeou milhares de publicações divididas em eixos narrativos centrais, evidenciando que a oposição conseguiu ditar o ritmo das discussões e atrair o maior volume de engajamento do público. Em contrapartida, o campo progressista (esquerda) respondeu por 47% dos conteúdos publicados, mas alcançou apenas 30% das interações totais nas plataformas monitoradas.
Principais Eixos e o Papel da Imprensa
- Volume de Conteúdo e Engajamento: Enquanto a direita registrou 47% de todas as postagens analisadas no período, sua capacidade de reverberação foi proporcionalmente superior, atingindo os 57% de engajamento geral.
- Temas em Destaque: O levantamento apontou que tópicos de forte apelo e potencial de conflito — como a condução da economia, críticas diretas à administração federal e desdobramentos de investigações envolvendo figuras do governo (a exemplo do caso Lulinha) — funcionaram como os principais catalisadores de cliques e compartilhamentos.
- Participação da Mídia Tradicional: Os veículos de imprensa responderam por 12% dos conteúdos publicados e conseguiram abocanhar 13% das interações, demonstrando relevância, embora com alcance inferior ao ativismo digital das correntes políticas. Em recortes específicos, como a cobertura de escândalos, a repercussão jornalística também se destacou pelo alto índice de compartilhamentos.
Impacto Estratégico para a Disputa
Especialistas em comunicação política e marketing digital apontam que a vantagem expressiva nas redes sociais confere aos candidatos da direita maior capilaridade para disseminar suas mensagens sem depender exclusivamente dos meios tradicionais de comunicação. Com o acirramento da disputa presidencial e a intensificação dos debates públicos, a correlação de forças no ambiente digital consolida-se como um termômetro vital para medir a temperatura do eleitorado neste início de campanha.
Fonte: Veja
*Imagem da capa gerada por IA

















