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Furtos de celular disparam e ultrapassam roubos à mão armada no Brasil

Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que o bloqueio de aplicativos financeiros reduziu a atratividade do roubo mediante violência, enquanto os furtos sem confronto ganham espaço no país

O perfil dos crimes patrimoniais no Brasil passa por uma transformação silenciosa, mas profunda. Os dados divulgados no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que, embora o volume total de ocorrências de subtrações de smartphones tenha apresentado queda no último ano, a modalidade de abordagem mudou: hoje, 6 em cada 10 celulares levados no país são alvos de furto (sem uso de violência ou ameaça), superando os roubos diretos. 

O Panorama dos Números: Furtos em Alta e Roubos em Queda

A soma total de celulares subtraídos em solo nacional registrou redução impulsionada principalmente pelo recuo expressivo nos roubos à mão armada ou com agressão física. No entanto, a migração para abordagens discretas — como distrações em transporte público, grandes eventos e estabelecimentos comerciais — manteve a taxa de furtos em patamares elevados.

Por que a Modalidade de Crime Mudou?

Especialistas e analistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontam que ferramentas de proteção de dados e sistemas de bloqueio agilizado alteraram o custo-benefício para os criminosos.

Com o avanço do aplicativo Celular Seguro e a integração bancária rápida, o acesso instantâneo às contas e aplicativos de transferência via Pix tornou-se mais complexo. Isso reduziu o valor do “roubo sob coação”, onde o criminoso exigia senhas sob ameaça física.

Estratégias de Prevenção e Ações do Estado

Mesmo com a redução do uso de violência em parte das ocorrências, o roubo e furto de aparelhos continuam sendo portas de entrada para fraudes, engenharia social e o mercado ilegal de peças.

Para conter o avanço do comércio clandestino, autoridades têm focado em:

  • Integração de Bases de Dados: Criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR) para rastreamento unificado de IMEIs em todo o país.
  • Fiscalização do Mercado Ilegal: Ações voltadas ao combate à receptação em centros de assistência técnica não autorizadas.
  • Conscientização: Recomendação para que as vítimas façam o bloqueio imediato do IMEI e das linhas junto às operadoras e ao sistema bancário.

Fonte: G1

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