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Polícia Civil desarticula célula extremista que planejava atentado a bomba em debate presidencial

Ação conjunta deflagrada nesta terça-feira (4) apreendeu artefatos, manuais de explosivos e material neonazista em cinco estados do país

O planejamento de atos de violência extrema voltados a desestabilizar o processo democrático foi alvo de uma operação de grande envergadura da segurança pública. Na manhã desta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Rede Interrompida, miragem de uma célula extremista que articulava a colocação de artefatos explosivos em um prédio planejado para sediar um debate presidencial.

As investigações tiveram início a partir de relatórios detalhados do Laboratório de Operações Cibernéticas (CiberLab), que monitorou trocas de mensagens e interceptou comunicações digitais do grupo. De acordo com a apuração policial, os suspeitos compartilhavam plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de edificações em Brasília, manuais para a fabricação caseira de explosivos e instruções táticas para invasões e seleção de alvos estratégicos durante o período eleitoral. 

Apreensões e ramificações pelo país

Com ordens expedidas pela Justiça, os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão espalhados por cinco estados brasileiros: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Durante o cumprimento das medidas cautelares, as equipes policiais localizaram um arsenal composto por armas de fogo, facas, canivetes e farto material de propaganda extremista. Entre os itens apreendidos constavam anotações com apologia ao nazismo, simbologias de supremacismo racial e até mesmo adereços associados a grupos de ódio históricos, como um chapéu com características semelhantes aos utilizados pela Ku Klux Klan. 

Os investigados agora responderão por crimes como associação criminosa, incitação pública ao crime, apologia e infrações severas previstas na legislação antirracismo. A Polícia Civil informou que a análise do material apreendido prosseguirá para identificar eventuais conexões ocultas e o grau de maturidade dos planos de ataque que a célula pretendia executar na capital federal.

Fonte: CNN BRASIL

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