Em pronunciamento contundente, deputado aponta fim da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar no país, defendendo a necessidade de pressão e ação externa para reverter o cenário atual
Em meio à repercussão de declarações recentes do presidente norte-americano Donald Trump sobre a situação política brasileira e a acolhida a integrantes da família Bolsonaro nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro manifestou publicamente seu agradecimento ao líder americano. Para o parlamentar, a postura do ex-presidente demonstra uma leitura clara dos acontecimentos no Brasil e põe em evidência o que classifica como um quadro severo de restrição às liberdades institucionais.
Durante sua manifestação, Eduardo Bolsonaro sublinhou que os recentes episódios envolvendo seus familiares — destacando a situação de seu irmão Flávio Bolsonaro e de seu pai, Jair Bolsonaro — ultrapassam o que seria aceitável em qualquer regime verdadeiramente democrático.
Perseguição Política e a Fragilidade das Garantias Institucionais
Eduardo Bolsonaro criticou duramente a celeridade e o rigor das medidas judiciais adotadas no país após os pleitos eleitorais. Segundo ele, ordens como a apreensão de passaportes e intimações policiais entregues em momentos delicados, como em visitas familiares a posições de domiciliar, reforçam a percepção de um ambiente de perseguição política.
O parlamentar enfatizou que o enfraquecimento das estruturas democráticas no Brasil já atinge níveis nos quais pilares fundamentais da sociedade foram anulados:
- Fim da Libertade de Expressão e de Imprensa: Eduardo argumenta que a liberdade para expressar opiniões e o trabalho livre da imprensa foram gravemente cerceados.
- Quebra da Imunidade Parlamentar: Segundo ele, até mesmo os representantes eleitos no Congresso Nacional já não encontram garantias constitucionais ou segurança para exercerem plenamente seus mandatos e verbalizar suas posições.
- Morte da Democracia Interna: Para o deputado, esses elementos comprovam que “essa parte da democracia brasileira morreu e já tem tempo”.
A estratégia da “Ação de Fora para Dentro” e a Proteção no Exterior
Diante do que classifica como o fechamento dos canais de resistência interna e da impossibilidade de atuação plena dos congressistas dentro do território nacional, Eduardo Bolsonaro defendeu que o caminho para mudar o panorama atual reside em uma ação de fora para dentro.
Resgatando reflexões atribuídas ao professor Olavo de Carvalho, o deputado explicou que a missão daqueles que estão no exterior ou em posição de fala externa é servir como um “escudo” para os parlamentares e cidadãos no Brasil. A proposta é utilizar o espaço de liberdade restante fora do país e nas redes sociais para denunciar os abusos e dar voz ao que não pode mais ser dito internamente sem o risco de retaliações.
Resistência e Recusa ao Conformismo
Apesar do tom de alerta sobre a gravidade da conjuntura nacional, Eduardo Bolsonaro encerrou sua fala transmitindo uma mensagem de esperança e resistência aos seus apoiadores. Ele reforçou o compromisso de não retroceder e exortou os cidadãos a não baixarem a cabeça nem aceitarem passivamente as regras impostas pelo modelo político encabeçado, segundo ele, pelo atual governo e pelo Judiciário.

















