Eduardo Bolsonaro afirma que ausência do governo Lula em audiência pública em Washington possui interesse eleitoral
A iminência de uma nova sobretaxa comercial de 25% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos abriu uma nova frente de batalha política entre o Palácio do Planalto e a oposição.
O deputado Eduardo Bolsonaro subiu o tom contra a estratégia diplomática do governo federal, acusando a gestão do petistaLula da Silva de negligenciar os canais formais de defesa para evitar prejuízos econômicos ao país, confira:
O estopim do novo atrito é a audiência pública oficial convocada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), agendada para o próximo dia 6 de julho. O encontro servirá para discutir a aplicação das alíquotas adicionais, resultado de investigações bilaterais de mercado.
O Ministério das Relações Exteriores tomou a decisão de não inscrever representantes do governo na audiência pública, o que foi duramente criticado pela ala conservadora.
A ausência de interlocutores ministeriais do Brasil no encontro técnico em Washington deixa o setor produtivo nacional desprotegido.
Diante do recuo do governo em enviar defensores formais à audiência do USTR, a oposição traçou um plano de ação paralelo para tentar mitigar os impactos da medida antes do anúncio do martelo final da Casa Branca, previsto para o meio de julho:
- Articulação em Washington: O senador Flávio Bolsonaro confirmou que participará dos debates nos Estados Unidos no dia 6 de julho para discursar contra as tarifas americanas.
- Foco da defesa: A comitiva de oposição pretende defender a competitividade das empresas brasileiras e blindar sistemas financeiros nacionais, como o modelo de transações do Pix, de eventuais barreiras regulatórias e restrições externas.


















