Pesquisa da CNC revela novo patamar de endividamento recorde, com alta em relação a abril e forte aumento em comparação com 2025, acendendo alerta sobre saúde financeira das famílias
O percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu 81,6% em maio de 2026, o maior índice da série histórica da pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O senador Flávio Bolsonaro se manifestou sobre o alto índice de endividamento do brasileiro apontado na pesquisa, confira:

Divulgados na quarta-feira (10/6), os dados mostram que o endividamento cresceu 0,7 ponto percentual em relação a abril (quando estava em 80,9%) e avançou 3,4 pontos percentuais na comparação com maio de 2025 (78,2%). O indicador considera dívidas como cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e carnês.
Além do recorde no endividamento, a inadimplência também subiu para 29,9% das famílias, o maior patamar desde novembro de 2025. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as contas em atraso ficou estável em 12,3%.
A alta foi observada na maioria das faixas de renda, especialmente entre as de menor poder aquisitivo. Apenas o grupo com renda entre 5 e 10 salários mínimos registrou leve recuo no indicador.
O recorde ocorre no mesmo período em que o governo federal lançou o Desenrola Brasil 2.0, programa de renegociação de dívidas que já atendeu mais de 1,4 milhão de pessoas e renegociou R$ 20 bilhões até o fim de maio.


















