Após Donald Trump dar como encerrado o cessar-fogo com Teerã, bases navais e cidades costeiras do Irã voltam a ser alvo de explosões
Os Estados Unidos confirmaram o início de uma nova ofensiva militar com bombardeios aéreos contra alvos estratégicos no Irã. A ação ocorre poucas horas após o presidente americano, Donald Trump, endurecer o tom diplomático e decretar o colapso das negociações que buscavam consolidar a segurança na região.

De acordo com relatos de agências de notícias e da imprensa local iraniana, fortes explosões foram registradas em cidades litorâneas e portuárias cruciais, como Sirik, Jask, Bushehr e Bandar Abbas — esta última abrigando importantes instalações navais da Guarda Revolucionária do Irã. Em algumas regiões afetadas, também houve registro de interrupção no fornecimento de energia elétrica.
O estopim para a nova onda de ataques ao Irã foi a quebra do memorando de intenções que havia sido assinado há apenas três semanas entre Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O tratado previa, prioritariamente, a manutenção da livre navegação pelo Estreito de Ormuz. No entanto, o bombardeio e ataque a três navios cargueiros na última terça-feira (7) desestabilizaram o pacto. Embora Teerã não tenha reivindicado a autoria das agressões contra os petroleiros, Washington atribuiu a culpa ao governo vizinho.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) emitiu uma nota oficial confirmando as operações e alegando que os ataques adicionais servem para “reduzir ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz”.
A retaliação americana gerou impactos imediatos na economia global nesta semana. O preço do barril de petróleo de referência disparou no mercado internacional, atingindo a marca de US$ 80, e as bolsas de valores ao redor do mundo, incluindo a de Nova York e a B3 no Brasil, operaram em queda devido ao receio de um conflito generalizado de longa duração.


















