Governo federal aguarda recomendação de punição comercial do USTR nas próximas semanas, mas sem aplicação imediata de medidas
O governo brasileiro se prepara para receber, nos próximos dias, o resultado de uma nova apuração comercial dos Estados Unidos que pode resultar em sanções tarifárias adicionais ao país.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a expectativa é de que o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) conclua a investigação aberta sobre práticas comerciais desleais, com ênfase na ocorrência de trabalho forçado no Brasil e em outros 59 países. A conclusão deve incluir uma recomendação de punição, embora sem a imposição imediata de novas tarifas.
Essa movimentação ocorre em paralelo a uma investigação mais ampla do USTR, que abrange diversos temas sensíveis nas relações bilaterais, como Pix, regulação de redes sociais, desmatamento, etanol e até aspectos do comércio na região da 25 de Março, em São Paulo.
O foco principal da apuração que está prestes a ser finalizada é o combate ao trabalho forçado, tema que já gerou reações públicas do vice-presidente Geraldo Alckmin. Em declaração anterior, Alckmin rebateu as acusações afirmando que “o Brasil combate o trabalho forçado”.
Especialistas consultados por veículos de imprensa apontam que a investigação carrega forte componente de pressão comercial, podendo afetar exportações brasileiras caso as tarifas sejam efetivadas. O Planalto trabalha com o cenário de uma recomendação formal de punição, mas avalia que a aplicação prática deve ser postergada, abrindo espaço para negociações diplomáticas.
Esta é mais uma etapa das tensões comerciais entre Brasil e EUA, que já incluíram alertas sobre possíveis “tarifaços” em produtos brasileiros.


















