Material divulgado pelo governo norte-americano resgata a Doutrina Monroe, relembra marcos históricos de intervenção e cita captura de Nicolás Maduro como recado direto sobre o controle hegemônico no continente
O Departamento de Estado americano publicou oficialmente um vídeo institucional nas redes sociais afirmando categoricamente que o domínio do país em toda a América “nunca mais será questionado”.

A publicação de forte apelo geopolítico serve como uma vitrine da política externa da administração de Donald Trump para a América Latina, conectando abertamente o expansionismo histórico do século XIX às ações assertivas adotadas recentemente na região.
A Doutrina Monroe e a justificativa de hegemonia
O material audiovisual divulgado por Washington apresenta um histórico detalhado da Doutrina Monroe — princípio formulado originalmente em 1823 sob o lema “a América para os americanos”. No vídeo, a narrativa oficial aponta que o que começou como um mecanismo de defesa contra o avanço de potências europeias evoluiu ao longo das décadas para uma política inequívoca de primazia regional.
A produção relembra marcos de intervenção ao longo da história, desde episódios no Caribe e a construção do Canal do Panamá até a Crise dos Mísseis em Cuba. Contudo, críticos e analistas internacionais apontam que o compilado histórico omite deliberadamente o suporte histórico a regimes autoritários e ditaduras militares na América Latina, focando exclusivamente na narrativa de projeção de poder dos EUA.
A menção a Nicolás Maduro como recado continental
O ponto de maior repercussão do vídeo reside no encerramento da linha do tempo institucional, que utiliza a recente operação de captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro — ocorrida em janeiro de 2026 — como o exemplo máximo da vigência da doutrina.
De acordo com a legenda oficial compartilhada pelo governo norte-americano, a ação enviou um “forte sinal a todo o hemisfério”. O material reforça que a Doutrina Monroe permanece sendo a “pedra angular” da estratégia de segurança nacional dos EUA, em um momento em que a Casa Branca busca intensificar o combate aos cartéis de drogas e conter de forma drástica a expansão da influência da China na América Latina.
Fonte: G1
*Imagem da capa gerada por IA


















