Após o Itamaraty barrar vistos de envio de diplomatas a Brasília, Washington se manifesta e classifica acusações de questionar urnas como sem fundamento
O Departamento de Estado dos Estados Unidos rebateu publicamente as acusações de que estaria organizando uma comitiva diplomática ao Brasil para colocar em xeque a integridade do sistema eleitoral e das urnas eletrônicas. Em posicionamento oficial divulgado neste sábado (25 de julho), o governo norte-americano afirmou que a viagem programada de autoridades de Washington ao país se tratava de uma agenda institucional de rotina.
A manifestação da Casa Branca ocorre no rastro do veto aplicado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que negou os vistos de entrada para os diplomatas Riley M. Barnes e Samuel Samson. Os representantes tinham chegada prevista para o final do mês a Brasília, mas tiveram seus acessos negados após alertas de inteligência e reportagens internacionais apontarem intenções de auditagem desautorizada sobre o pleito de outubro.
Justificativa Oficial e Reação dos Tribunais
Segundo o porta-voz do Escritório de Imprensa do Departamento de Estado americano, as atribuições da missão estavam restritas ao acompanhamento de pautas de direitos humanos, liberdade de expressão e integridade democrática.
“Qualquer insinuação de que a visita seria uma ‘manobra’ para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira sem fundamento. Tratava-se de uma visita de rotina, em conformidade com as atribuições legais do DRL” — Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.
Apesar do esclarecimento por parte das autoridades americanas, a movimentação gerou forte reação nos bastidores do Poder Judiciário brasileiro. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificaram a tentativa de envio da comitiva como escandalosa.
Fonte: Metrópoles

















