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Fala de Lula reinicia debate sobre condução fiscal e segurança jurídica

Durante evento sobre minerais estratégicos, o chefe do Executivo enfatizou que o capital privado busca estabilidade institucional, em meio à condução econômica sob responsabilidade da própria gestão federal

O debate sobre a atratividade de capital e a estabilidade macroeconômica ganhou novas nuances nesta sexta-feira (6). Durante a abertura da reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o petista Lula da Silva enfatizou a necessidade de o Brasil ostentar uma gestão financeira organizada como pré-requisito indispensável para atrair novos aportes produtivos ao país.

A declaração colocou em evidência a percepção sobre as diretrizes fiscais e regulatórias do país. De acordo com a avaliação apresentada pelo chefe do Executivo, investidores estrangeiros e nacionais priorizam a previsibilidade antes de alocar recursos.

“Para a gente atrair investidores, temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, declarou o petista durante o encontro corporativo.

No pronunciamento, a defesa por rigor orçamentário e estabilidade regulatória foi apontada como o pilar para o avanço de grandes projetos nacionais. Uma vez que a condução e o direcionamento das políticas macroeconômicas cabem diretamente à gestão federal, as declarações repercutiram entre analistas que acompanham o equilíbrio das contas públicas e o ambiente de negócios do país.

Outro ponto destacado no encontro foi a estratégia para o setor mineral. O governo sinalizou que não pretende centralizar ou estatalizar de forma exclusiva o processo de exploração e industrialização de recursos como terras raras e elementos críticos. Em vez de um modelo estritamente focado no setor público, a orientação definida busca consolidar alianças com a iniciativa privada e agentes internacionais para transferência de conhecimento e ampliação da capacidade produtiva.

Ao abordar a atração de capital produtivo, foi frisado que a seriedade nas negociações institucionais é o fator decisivo para que parceiros internacionais aceitem participar da transformação da base de riquezas naturais do país. O diálogo com o setor privado demanda a manutenção das regras do jogo e a preservação de marcos regulatórios estáveis.

Fonte: Revista Oeste

*imagem da capa editada por IA

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