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GERP: Instituto mais próximo do 1º turno vê Flávio favorito

Eleições 2026: Radiografia do segundo turno aponta vantagem de Flávio, mas afasta clima de vitória antecipada

A reta final da corrida presidencial de 2026 ganhou contornos de alta tensão analítica. De acordo com levantamentos recentes detalhados e divulgados pela imprensa, o instituto de pesquisa que apresentou maior precisão na véspera do primeiro turno aponta um cenário favorável ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). 

Na avaliação de Gabriel Pazos, responsável pelo instituto Gerp — cuja sondagem na véspera do primeiro turno cravou 46% para Flávio e 44% para Lula (com resultado oficial nas urnas de 47% a 45%) —, o atual panorama do segundo turno mantém margens estreitas de imprevisibilidade. 

O Cenário Numérico: Favoritismo com Margem Apertada

Atualmente, o levantamento do instituto registra 53% a 47% dos votos válidos favoráveis a Flávio Bolsonaro. Contudo, Pazos ressalta que interpretar essa diferença de seis pontos como uma vantagem absoluta é um equívoco estatístico. 

Na prática, a distribuição representa três pontos de vantagem para Flávio e três pontos de distância para Lula alcançar a vitória, configurando um saldo real de 3% de vantagem. O analista destaca que todas as 14 principais pesquisas publicadas colocam Flávio na liderança, o que o torna o favorito automático da disputa, mas descarta qualquer cenário de placar consolidado ou “pule de dez”. 

Fatores de Peso: A Força da Economia e o Conservadorismo 

O avanço na posição de Flávio Bolsonaro é atribuído a uma combinação de fatores estruturais e conjunturais observados na sociedade brasileira:

  • Insatisfação Econômica: A economia é apontada como o motor principal da preferência do eleitorado. O alto custo de vida, com aumentos recorrentes nos preços de produtos básicos — o impacto sentido diretamente “na barriga” (supermercados, farmácias, escolas e serviços essenciais) enquanto os salários não acompanham a inflação —, desgasta a imagem da atual gestão.
  • Pacote Governamental Limitado: Medidas econômicas e pacotes de benefícios lançados pelo governo federal tiveram impacto estimado de apenas 2% na recuperação de votos, insuficientes para provocar uma virada estrutural.
  • Clima de Insatisfação e Onda Conservadora: O país vive sob uma nítida onda de conservadorismo, somada ao desgaste de imagem acumulado pela administração do petista Lula da Silva.
  • Segurança Pública: A violência urbana surge como o segundo grande eixo de preocupação do eleitorado no debate nacional.

A Disputa pelo “Bloco do Meio” e o Voto dos Derrotados 

Com a eleição fortemente polarizada, os candidatos mantêm-se majoritariamente confinados em suas bases, enfrentando dificuldades para conquistar o chamado “bloco do meio” — o eleitorado indeciso. 

Inicialmente projetado com uma divisão expressiva de 75% a 25% favorável à oposição, esse bloco apresentou fragmentação na reta final:

  • Eleitores de lideranças como Romeu Zema e Ronaldo Caiado demonstram maior inclinação a apoiar Flávio.
  • Eleitores de Augusto Cury e Renan Santos encontram-se divididos de maneira equilibrada entre os dois concorrentes.

Para os analistas, declarações formais de apoio de lideranças políticas têm peso relativo; a decisão final ocorrerá no corpo a corpo das ruas, onde ambos os candidatos mantêm intensa movimentação. A taxa de abstenção, por sua vez, deve manter patamares similares aos registrados no primeiro turno. 

Metodologia e Confiabilidade das Pesquisas Telefônicas

Questionado sobre a precisão de seu instituto, Gabriel Pazos defendeu a solidez da estatística tradicional aliada à coleta de dados por telefone. Segundo o especialista, enquanto pesquisas presenciais enfrentam barreiras crescentes devido ao medo da violência urbana nas grandes capitais — fazendo com que o eleitor evite responder ou sinta insegurança —, a abordagem telefônica atinge o cidadão em sua zona de conforto (abrangendo desde comunidades de difícil acesso até condomínios de alto padrão), garantindo maior espontaneidade e segurança nas respostas. O uso de trackings diários com médias móveis de três dias consolida a leitura dinâmica do comportamento do eleitor nas vésperas do pleito.

Fonte: CNN BRASIL

*Imagem da capa editada por IA

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