Decano do Supremo Tribunal Federal reforça cobrança por transparência processual e sublinha que o material é essencial para avaliar relatórios antes de julgamento plenário crucial
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, formalizou um pedido direto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, exigindo o envio da cópia integral da mídia extraída do telefone celular de Daniel Vorcaro, executivo ligado ao Banco Master. O material em questão corresponde aos elementos obtidos por meio do Laudo número 4281/2025, elaborado pela superintendência paulista da PF, que fundamentou trechos de conversas citadas nos relatórios informativos do processo.

Na petição, o magistrado pontuou que o acesso ao conteúdo completo é indispensável para que os demais integrantes da Corte possam exercer suas funções jurisdicionais em absolute pé de igualdade. Segundo o decano, sem a verificação minuciosa da mídia — que permaneceu sob custódia no gabinete do ministro André Mendonça por mais de meio ano —, torna-se inviável apontar eventuais omissões, contradições ou distorções no relatório oficial, bem como compreender o contexto exato das mensagens recuperadas ou a representatividade da seleção feita.
Garantias de Sigilo e Repercussão no Plenário
Diante de especulações e debates institucionais, Gilmar Mendes fez questão de ressaltar que a obtenção da cópia digital restringe-se estritamente aos gabinetes dos ministros, enfatizando que em nenhum momento se cogita o levantamento indiscriminado do sigilo processual. O movimento do decano alinha-se a posturas semelhantes adotadas por outros ministros, a exemplo de Cristiano Zanin, intensificando a pressão institucional por transparência total antes da sessão do plenário marcada para esta terça-feira (15).
Na pauta prevista, o colegiado do STF deverá debater a validade do documento produzido pela corporação policial e analisar mensagens atribuídas ao banqueiro endereçadas ao ministro Alexandre de Moraes. Em tom firme, o decano ponderou que, embora a gravidade das acusações exija rigor, os procedimentos legais não comportam atalhos, subterfúgios ou desvios de rota que possam comprometer a lisura e a imparcialidade da Justiça.
Fonte: Metrópoles / Sam Pancher
*Imagem da capa gerada por IA


















