Procurador-geral da República responde a pressões para apurar relações de ministros do Supremo com Daniel Vorcaro, do Banco Master; delação do ex-banqueiro é negociada com a PF e exige fatos concretos e provas
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não abrirá investigações sem elementos concretos, mesmo diante das cobranças para que a PGR apure eventuais relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, de acordo com a matéria da Revista Veja.

Em declaração direta, Gonet resumiu sua posição:
“Investigação pressupõe indício de crime”.
A afirmação foi feita em meio à pressão pública e política para que a Procuradoria-Geral da República investigue integrantes da Corte citados em reportagens sobre o caso Banco Master. Até o momento, segundo a visão da PGR, nada do que veio à tona justifica uma ação direta de investigação contra ministros do STF.
A PGR negocia, em conjunto com a Polícia Federal, o acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro, que está preso desde o início de março de 2026 em Brasília. Para que a colaboração seja homologada, o ex-banqueiro precisa entregar fatos novos, consistentes e comprovados — não bastam “ouvi dizer”, suposições ou relatos incompletos.
Qualquer menção a ministros do Supremo na delação exigiria, além disso, autorização do plenário do próprio STF para que a investigação pudesse prosseguir contra seus membros.
Fonte: REVISTA VEJA


















