Em meio ao escalonamento de tensões com Washington, o chanceler Celso Amorim classificou como “bizarra” a indicação de Daniel Perez para o posto e sinalizou trituração de prazos no tabuleiro internacional
O governo brasileiro declarou, através do assessor especial da Presidência, Celso Amorim que nenhum pedido de agrément — a anuência oficial exigida para a aceitação formal de novos embaixadores estrangeiros — será autorizado ou analisado até o término do período eleitoral.
A decisão paralisa os trâmites protocolares para a chegada de novos chefes de missões diplomáticas e acirra o clima político na relação bilateral, coincidindo com críticas duras desferidas pelo assessor especial da Presidência, Celso Amorim.
Durante sabatina e pronunciamentos na Câmara dos Deputados, Celso Amorim criticou a Casa Branca ao comentar as movimentações diplomáticas recentes. O ministro classificou como “bizarra” a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil, sinalizando que o perfil e o contexto da nomeação não encontram respaldo na praxe de cordialidade mútua entre as nações.
Analistas internacionais avaliam que a medida aprofunda o isolamento temporário de canais de diálogo de alto nível com Washington, transformando a política externa em um novo e sensível cabo de guerra no cenário eleitoral brasileiro.
*Imagem da capa gerada por IA

















