Secretário de Segurança Interna dos EUA reforça política anti-imigração: proteção temporária devem pedir residência permanente ou retornar ao país de origem
O governo do presidente Donald Trump intensificou sua agenda de restrições migratórias. Migrantes que possuem o status de proteção temporária (TPS) nos Estados Unidos precisam solicitar a residência permanente ou deixar o país, segundo declaração oficial de alto escalão da administração republicana.

O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, declarou: “Ou vocês tentam preencher a documentação e permanecer aqui com um status permanente, ou nós ajudaremos vocês a voltar para seus países”. Ele completou: “Na verdade, daremos uma passagem aérea e cerca de US$ 2.100 para ajudar no restabelecimento ao chegarem lá; mas o status de proteção temporária —como o próprio nome indica e segundo os tribunais— não é um status permanente”.
A declaração ocorre logo após decisão da Suprema Corte que ampliou os poderes do governo Trump para retirar proteções humanitárias de centenas de milhares de imigrantes, principalmente haitianos e sírios. Esses grupos vinham recebendo renovações sucessivas do TPS devido a crises em seus países de origem, como terremotos, guerras e instabilidade.
A medida faz parte da estratégia mais ampla de imigração do governo republicano, que inclui o fortalecimento do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e o fim de proteções consideradas temporárias pela administração.
A política tem gerado debates intensos. Enquanto apoiadores celebram o cumprimento de promessas de campanha, críticos — inclusive alguns republicanos — alertam para impactos econômicos negativos em setores que dependem de mão de obra imigrante, como saúde e serviços


















