Relatório da Polícia Civil do DF aponta que a arma tinha registro válido e não havia impedimento legal para o presidente mantê-la; agente do GSI é indiciado
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não cometeu crime no caso da pistola apreendida com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz da PMDF em Taguatinga.

Em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) não indiciou Bolsonaro. Os investigadores constataram que a pistola possuía registro válido, confirmado pelo Exército, e não havia restrições que impedissem o presidente de mantê-la em sua residência.
Já o agente do GSI Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. De acordo com a PCDF, embora tivesse porte funcional, ele transportava uma arma registrada em nome de terceiro, em desacordo com o Estatuto do Desarmamento.
Em depoimento à PCDF, Bolsonaro afirmou que, após a apreensão de suas armas durante operação da Polícia Federal em 2025, solicitou que uma delas permanecesse na residência para defesa da casa, pois morava com mulheres. Ele relatou que o agente do GSI retirou a pistola sem autorização para verificar uma pane, mas negou má-fé por parte do militar.


















