Fontes americanas indicam que o governo Trump pode retomar medidas contra o ministro do STF caso o ex-presidente saia da domiciliar; decisão sobre o futuro de Bolsonaro está prevista para esta semana
O governo dos Estados Unidos acompanha de perto os desdobramentos políticos e judiciais no Brasil, especialmente no que diz respeito ao presidente Jair Bolsonaro. De acordo com fontes americanas consultadas com exclusividade, novas sanções da Lei Magnitsky podem ser aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, se Bolsonaro for transferido da domiciliar para um presídio.

A informação chega em um momento sensível: nesta semana, Moraes deve decidir se mantém Bolsonaro em regime domiciliar ou determina sua ida ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. O pano de fundo envolve a identificação de uma arma do presidente com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz da Polícia Civil do DF. Bolsonaro prestou depoimento sobre o caso na terça-feira (22).
A Lei Magnitsky, mecanismo americano para punir violações de direitos humanos e abusos de poder em todo o mundo, já foi aplicada anteriormente contra Moraes e depois suspensa.
O possível endurecimento da posição americana ganha relevância às vésperas de um período eleitoral no Brasil, com tensões entre poderes e polarização política ainda elevadas. A eventual aplicação de novas sanções poderia impactar não apenas o ministro, mas também as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.


















