Senador do PL-RJ diz à CNN que eleitores vão avaliar posição de candidatos ao Senado sobre pedidos de afastamento; ele nega que a pauta seja responsabilidade de Jair Bolsonaro e defende equilíbrio entre os Poderes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) virou uma pauta eleitoral relevante para as próximas eleições. Segundo ele, os eleitores levarão em conta a posição dos candidatos ao Senado sobre o tema na hora de votar.

Em entrevista ao programa CNN 360°, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre qual seria sua relação institucional com os ministros do STF caso fosse eleito presidente da República. Ele negou que haveria conflitos permanentes e defendeu que, se eleito, atuaria para que “cada poder volte a cumprir as suas funções dentro daquilo que a Constituição preserva”.
O senador lembrou que, como parlamentar, já assinou pedidos de impeachment contra ministros que, na sua avaliação, “descumpriram a Lei 1079”, norma que define os crimes de responsabilidade. Ele ainda afirmou ter tentado, em várias ocasiões, atuar como interlocutor para “distensionar a relação entre o Poder Executivo e o Poder Judiciário” durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
Flávio criticou a atuação de alguns ministros, alegando que houve uma “força-tarefa para atrapalhar o governo” de Jair Bolsonaro e para deixá-lo “fora das urnas de uma forma completamente ilegal, arbitrária e injusta”. Para o senador, a transformação do impeachment em tema eleitoral “não é culpa do Bolsonaro”, mas “de alguns poucos que insistem em descumprir a lei, descumprir a Constituição”.
Ele observou ainda que a população está cada vez mais consciente “de como as decisões são tomadas no jogo do poder em Brasília”, o que tem gerado reação popular. “Em qualquer pesquisa, o eleitor vai levar em conta na hora de escolher o seu senador se ele é favorável ou não a impeachment de ministro do Supremo”, completou Flávio Bolsonaro, reforçando que “não é culpa do Bolsonaro”.
A declaração reforça o debate sobre a relação entre o Congresso e o Judiciário, especialmente em ano eleitoral, quando temas como limites de poder e pedidos de impeachment ganham força junto ao eleitorado.
Fonte: CNN BRASIL


















