Ex-funcionário do Careca do INSS alega se sentir desprotegido após colaboração com a PF na Operação Sem Desconto; CGU investiga influência em órgãos federais
O principal informante da Polícia Federal sobre a suposta relação entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, decidiu não prestar depoimento à Controladoria-Geral da União (CGU).

O ex-funcionário do Careca do INSS havia sido convidado a colaborar como testemunha na apuração que investiga possível influência do lobista sobre servidores da Anvisa e do Ministério da Saúde.
Segundo a coluna, o informante justificou a desistência alegando que se sente desprotegido e ameaçado. Em entrevista anterior publicada em fevereiro, ele já havia declarado que sua vida virou “um inferno” e que está desamparado, especialmente pela Polícia Federal, após colaborar com as investigações da Operação Sem Desconto.
Foi esse mesmo informante que denunciou à Polícia Federal que Lulinha supostamente recebia uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS para atuar em negócios relacionados à cannabis medicinal. A PF identificou que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, recebia R$ 300 mil por mês do lobista. Em um dos pagamentos, Antonio Camilo teria dito que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”, o que a investigação associa a Lulinha.
A CGU atua a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a suposta influência do Careca do INSS em órgãos públicos. A coluna do Metrópoles revelou anteriormente que o lobista, dono da empresa World Cannabis, visitou o Ministério da Saúde ao menos cinco vezes, inclusive acompanhado de Roberta Luchsinger.
Fonte: Metrópoles


















