Presidente da Casa afirma a senadores que não fará sentido analisar nome indicado por Lula a menos de seis meses do pleito presidencial; posição vale inclusive para Rodrigo Pacheco.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comunicou a pelo menos três colegas que não colocará em votação nenhuma nova indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições presidenciais de outubro.

Segundo relatos de parlamentares à CNN Brasil, Alcolumbre tem defendido que não faz mais sentido apreciar qualquer nome apontado pelo petista Lula da Silva a menos de seis meses do pleito.
A posição do senador amapaense é clara: o Senado só deve retomar o processo de sabatina e votação de um novo ministro para o STF após as eleições. A restrição, de acordo com os interlocutores, vale até mesmo para o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que era o preferido de Alcolumbre para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.
A declaração ocorre poucos dias após a histórica rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, no plenário do Senado. Messias teve sua indicação barrada por 42 votos a 34, configurando a primeira derrota de um indicado presidencial ao STF em mais de 130 anos.
Com a sinalização de Alcolumbre, o governo Lula fica praticamente sem margem para tentar uma nova indicação ainda em 2026, o que deve adiar o preenchimento da vaga na Corte Suprema para o próximo mandato presidencial.
Fonte: CNN BRASIL


















