Em ofensiva contra o narcotráfico e o crime transnacional, nova gestão presidencial de Keiko Fujimori autoriza militares a atuarem lado a lado com as forças policiais no controle do país
Em uma medida drástica para contiver o avanço da criminalidade no Peru, a nova gestão presidencial determinou a aplicação do estado de emergência e determinou que as Forças Armadas assumam o controle direto do pedido de ordem e segurança pública. A medida autoriza os militares a operarem em ação integrada com a Polícia Nacional em áreas tomadas pelo narcotráfico, extorsão e mineração ilegal.

A decisão reflete um endurecimento sem precedentes na política de segurança interna do país andino. A estratégia foca na recuperação de territórios estratégicos onde facções criminosas sobrepuseram sua autoridade à do Estado.
O escopo da medida e os impactos nas garantias individuais
Sob a vigência do estado de emergência, certas garantias constitucionais — como a inviolabilidade do domicílio, a liberdade de reunião e o livre trânsito — ficam temporariamente restringidas nas regiões sob intervenção.
- Operação Integrada: Tropas do Exército, Marinha e Força Aérea passam a ter respaldo legal para liderar operações ostensivas e desarticular estruturas logísticas e financeiras do tráfico de drogas.
- Uso de Inteligência e Tecnologia: O plano inclui a implementação de novas centrais de monitoramento e integração de inteligência policial com forças militares para mapeamento de manchas criminais.
- Foco no Narcotráfico e Delitos Conexos: A meta imediata é desmantelar laboratórios de processamento de drogas e rotas de escoamento dominadas por facções armadas.
A medida é vista como uma resposta direta ao clamor popular por ordem, embora analistas de direitos humanos alertem para a necessidade de rigor na fiscalização das ações das forças de segurança durante o estado de exceção.
Fonte: Terra Brasil Notícias

















