A recente defesa de Ronaldo Caiado por limites nas redes acende o alerta sobre o apetite estatal pela censura e revela contradições no discurso libertário
A pauta da regulação das redes sociais costumava ser um cavalo de batalha quase exclusivo da esquerda. No entanto, o cenário político atual vem provando que o desejo de impor amarras e fiscalizar a praça pública digital atravessa todo o espectro ideológico. Exemplo límpido dessa movimentação é a recente manifestação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que passou a defender abertamente a criação de regras e mecanismos de controle para as plataformas digitais.
Ao se alinhar ao discurso que prega supervisão estatal sob o pretexto de ordem e segurança, Caiado expõe uma contradição indigesta para a base conservadora. A promessa de um Estado mínimo e da defesa irrestrita da liberdade individual parece esbarrar na primeira oportunidade de usar a máquina pública para vigiar a comunicação dos cidadãos.
No fim das contas, a postura do governador goiano mostra que a sanha regulatória não escolhe lado. Quando o assunto é vigiar a rede, até quem se diz defensor da liberdade parece ceder à tentação de ter o controle nas mãos.
Fonte: Jp News

















