Gabinete do ministro do STF André Mendonça estuda medidas adicionais de segurança para familiares em razão da exposição midiática e política gerada pelas investigações sobre Daniel Vorcaro e possíveis conexões com desvios bilionários no INSS
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), está avaliando a possibilidade de reforçar a escolta e as medidas de segurança para a família do magistrado, após a intensa repercussão do caso Banco Master e das investigações sobre fraudes no INSS.
A análise interna ocorre em meio à escalada das apurações da Operação Compliance Zero (terceira fase, deflagrada em 4 de março de 2026), que prendeu preventivamente o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e revelou uma extensa rede de contatos políticos e institucionais mantida pelo banqueiro — incluindo números de telefone de ministros do STF, como o próprio Mendonça (relator do caso), Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques, além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A exposição do nome de Mendonça em mensagens, agendas e decisões judiciais relacionadas ao escândalo — que envolve suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro, organização criminosa, ameaças e obstrução de justiça — gerou aumento significativo de atenção midiática e circulação de teorias conspiratórias em redes sociais, especialmente entre perfis alinhados ao bolsonarismo.
O reforço na segurança familiar é considerado medida cautelar preventiva, comum em situações de alta visibilidade judicial, e ainda não foi formalizado. Fontes próximas ao gabinete afirmam que a decisão visa preservar a integridade física e a tranquilidade da família do ministro durante o andamento das investigações.


















