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Michelle Bolsonaro e Bia Kicis conquistam as duas vagas do Senado no Distrito Federal neste domingo

Com cerca de 90% das urnas apuradas, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis lideram a disputa e garantem mandato de oito anos na Casa Alta; cada eleitor escolheu dois nomes diferentes nesta eleição

Neste domingo, 4 de outubro de 2026, o Distrito Federal elegeu suas duas representantes para o Senado Federal. Michelle Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e Bia Kicis, também do PL, obtiveram as duas cadeiras em disputa. Com aproximadamente 90% das seções eleitorais já contabilizadas, Michelle somava cerca de 870 mil votos, o equivalente a 28% do total válido. Bia Kicis aparecia logo atrás, com cerca de 820 mil votos, ou 27%.

Nesta disputa de 2026, cada estado e o Distrito Federal renovaram duas das três cadeiras do Senado, totalizando 54 das 81 vagas da Casa. Por esse motivo, o eleitor pôde votar em dois candidatos distintos ao mesmo tempo.

Para Michelle Bolsonaro, a vitória representa a estreia no Senado Federal. Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, ela se casou com o então deputado federal Jair Bolsonaro em 2007. Dentro do PL, a ex-primeira-dama é vista como uma das principais apostas do partido para conquistar maior aproximação com o eleitorado feminino.

Bia Kicis também chega ao Senado pela primeira vez. Nascida no Rio de Janeiro e formada em Direito pela Universidade de Brasília, ela é advogada e ocupou o cargo de subprocuradora-geral do Distrito Federal até se aposentar em 2016. Antes da eleição, a parlamentar exercia o segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Entre 2021 e 2022, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o colegiado mais importante da Câmara, por onde passam praticamente todos os projetos de lei em tramitação. Considerada uma aliada próxima da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, Bia Kicis ocupa atualmente a presidência do PL no Distrito Federal.

O caminho da campanha

A candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado não foi definida sem turbulências internas no PL. Houve divergências com o enteado e atual candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Naquele período, a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher, cargo que ocupava desde 2023, e chegou a cogitar a saída do partido. Em agosto, porém, Michelle classificou a crise com o primogênito de Jair Bolsonaro como “página virada”. Segundo suas declarações, ela colocou uma “pedra” sobre o assunto e questionou quem, afinal, não enfrenta problemas em família.

Já a deputada federal Bia Kicis manteve, durante praticamente toda a campanha, oscilação entre a terceira e a quarta posição nas pesquisas de intenção de voto. Somente na última semana antes do primeiro turno ela apareceu, pela primeira vez, empatada tecnicamente na segunda colocação com Leila do Vôlei, do PDT, que tentava a reeleição. Ao final, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis formaram a chamada “chapa pura” do PL, ambas eleitas para representar o Distrito Federal no Senado.

A apuração ainda não estava concluída no momento em que os números apontavam a vitória das duas candidatas do Partido Liberal, mas a margem já era suficiente para confirmar a eleição das duas senadoras.

Fonte: G1

*Imagem da capa editada por IA

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