Itaú, Bradesco, Santander e nomes como Cosan, Cutrale, Votorantim e Hapvida aportam recursos no Grupo Estado, que enfrenta crise financeira e concede poder decisório aos investidores
Um grupo de grandes bancos e empresários aportou R$ 142,5 milhões em debêntures emitidas pelo Grupo Estadão, em operação realizada em duas rodadas para ajudar o jornal a enfrentar sua grave crise financeira, de acordo com a matéria do Metrópoles.


Na primeira rodada, de R$ 45 milhões, os bancos Itaú, Bradesco e Santander foram os principais investidores, com R$ 15 milhões cada. A segunda rodada, de R$ 97,5 milhões, contou com a participação de importantes nomes do empresariado brasileiro, como Cosan (R$ 15 milhões), Hapvida (R$ 15 milhões), Votorantim (R$ 15 milhões), Ultra (R$ 7,5 milhões), Unipar (R$ 7,5 milhões), Pátria Investimentos (R$ 7,5 milhões), JHSF (R$ 7,5 milhões), Galápagos Capital (R$ 7,5 milhões) e Santalice Administração Ltda. (do grupo Cutrale, R$ 15 milhões).
A operação, realizada por meio de debêntures de longo prazo (com pagamento previsto para iniciar em 2034 e possibilidade de prorrogação até 2044), concedeu aos investidores poder de influência na administração do jornal, incluindo a entrada de representantes no conselho e mudanças na estrutura de comando, com redução do controle da família Mesquita.
O Estadão acumula dívidas elevadas e registra prejuízos recorrentes há anos, o que motivou a captação de recursos junto ao mercado. Após o aporte, um representante do grupo de investidores, Marcos Bologna (da Galápagos Capital), passou a integrar o conselho do jornal.
Fonte: Metrópoles


















