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Ministério da Fazenda bloqueia Pixbet e ordena reembolso imediato de apostadores

Medida cautelar ocorre após deflagração da Operação Arena, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo a empresa

Na quinta-feira (13/08/2026), o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata das operações da casa de apostas Pixbet, que possui sede em Campina Grande (PB). A decisão, que repercute fortemente no mercado de apostas esportivas, obriga a empresa a cancelar todos os jogos em andamento e realizar a devolução integral dos valores aos usuários. 

O motivo da suspensão: falta de transparência

A ordem administrativa, assinada pelo Subsecretário de Monitoramento e Fiscalização, Carlos Renato Xavier de Resende, aponta que a empresa falhou em fornecer informações cruciais exigidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Segundo o órgão, a ausência desses dados impedia o monitoramento adequado das atividades, colocando em risco não apenas a regulação do mercado, mas a segurança dos próprios apostadores. 

A suspensão atinge os domínios pix.bet.br, ganhei.bet.br e betdasorte.bet.br. Caso a determinação não seja cumprida, a empresa está sujeita a uma multa diária de R$ 200 mil

Operação Arena e o cerco contra lavagem de dinheiro 

A medida do Ministério da Fazenda é um desdobramento direto da Operação Arena, uma força-tarefa deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal e pela própria Fazenda. A investigação aponta para um esquema complexo que utilizaria estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos. 

No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros, com o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão. Durante as diligências, celulares e veículos de responsáveis pela empresa foram apreendidos pelas autoridades. 

O que diz a defesa 

Procurada, a defesa da Pixbet declarou ter sido surpreendida pela operação e afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes da decisão judicial que autorizou as buscas e os bloqueios. Os advogados informaram que só deverão se manifestar publicamente após uma análise minuciosa dos documentos do caso. 

Para retomar suas atividades, a empresa precisará comprovar o atendimento de todas as normas regulamentares e fornecer os dados de fiscalização exigidos pelo governo federal.

Fonte: G1

*Imagem da capa gerada por IA

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